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Ecrãs brilhantes ou de tom mate: o que é melhor para si?

BenQ
2020/01/23

Os ecrãs de todos os tipos, desde os grandes televisores aos monitores para smartphones, utilizam materiais brilhantes ou mate. Existem prós e contras para cada variedade, como em tudo na vida, mas, no caso dos monitores, temos de dizer-lhe diretamente e sem rodeios que recomendamos vivamente os de acabamento mate. Ser-lhe-á difícil encontrar monitores brilhantes e há uma boa razão para isso. Os materiais de revestimento brilhantes, muitas vezes, causam cansaço visual devido a cintilações e reflexos, enquanto os materiais foscos proporcionam uma experiência mais agradável. Mas ainda assim, vamos aprofundar o tema. 

Ecrãs brilhantes: bonitos, mas pouco práticos

Os monitores com ecrãs brilhantes e luminosos usam vidro refletor ou polímeros. O seu elevado grau de transparência permite que quase toda a saída de luz do monitor seja revelada, de onde resulta uma imagem muito viva. Os ecrãs brilhantes apresentam escuros mais profundos, brancos mais brilhantes e cores mais ricas do que os seus homólogos de tom mate. No entanto, fazem-no à custa de algo. Mesmo com o moderno tratamento antirreflexo, que utiliza fluoreto de magnésio e materiais semelhantes, a desvantagem da beleza dos ecrãs brilhantes resulta da sua refletividade. Isso significa que a sua brilhante TV, ou monitor, irá refletir cada fonte de luz que encontra no ambiente circundante diretamente para os seus olhos. As luzes da sala e os vidros da janela refletem-se muito claramente em materiais brilhantes. Em vez de desfrutar dos gráficos do jogo ou de se concentrar no conteúdo do seu trabalho, com ecrãs brilhantes irá acabar muitas vezes por ficar a olhar para o seu próprio reflexo, enquanto luta para mover os candeeiros da secretário, para que não se reflitam no ecrã.

Isso não só gera confusão, como também é mau para os seus olhos. O brilho tem sido repetidamente indicado como causador de fadiga e tensão oculares. Há uma razão para os escritórios de todo o mundo optarem, quase universalmente, por monitores mate. Além disso, superfícies brilhantes têm o problema extra das manchas e do magnetismo dos dedos. Se tocar num ecrã brilhante a gordura dos seus dedos ficará claramente evidente. Da mesma forma, a poeira tem uma tendência a aderir a ecrãs brilhantes, pelo que precisam de uma manutenção considerável para se manterem limpos.

Dito isto, se REALMENTE consegue controlar a iluminação no seu ambiente e certificar-se de que as fontes de luz não se refletem num ecrã brilhante, então sim, os ecrãs brilhantes oferecem a melhor imagem. Os aparelhos de televisão, desde os antigos CRT aos mais recentes OLED/QLED, todos utilizam ecrãs brilhantes com superfícies tratadas com produtos químicos antirreflexo. Isto porque esses aparelhos de TV com um grande ecrã, geralmente, ficam na sala de estar, onde as fontes próximas de luz não incidem diretamente sobre o ecrã. Nesses cenários, um ecrã brilhante pode funcionar. Num ambiente de secretária, onde habita a maioria dos monitores, um ecrã brilhante seria um mau conselho porque as fontes de luz, geralmente, estão muito próximas e o brilho não pode ser evitado. 

Monitores mate: um compromisso razoável

Sim, os ecrãs de tom mate, objetivamente, não parecem tão bons como os brilhantes. Mas isso é num ambiente altamente controlado. No mundo real, a superfície de um monitor mate é a única solução racional e prática.

Os monitores mate empregam superfícies plásticas feitas de diferentes polímeros que são submetidos a um processo de gravura. Quer seja química ou mecânica, a gravura cria um enorme número de ranhuras ou entalhes na superfície do ecrã. Estes servem para reduzir a refletividade da luz que atinge o monitor. Apesar de ainda poderem ocorrer alguns pequenos reflexos, esses nunca chegam sequer perto dos reflexos totais que verá com ecrãs brilhantes.

Mas um ecrã que rejeita a luz, invariavelmente, também a bloqueia. Enquanto os ecrãs brilhantes permitem que aquilo que o monitor apresenta surja de um modo quase não filtrado, os ecrãs de tom mate bloqueiam uma quantidade muito maior da saída de luz do monitor. Na essência, com ecrãs mate recebe menos iluminação de imagem, ou simplesmente menos imagem. Alguns pequenos detalhes poderão ser diminuídos, o contraste fica mais baixo e as cores não parecem tão vivas como num ecrã brilhante.

Mas os seus pobres olhos também não precisam de aguentar os reflexos stressantes e o brilho cansativo. Nem precisa de ter medo de tocar no ecrã, porque os ecrãs mate não agarram as impressões digitais tão prontamente como os brilhantes. Assim, no caso dos monitores, o mate é a melhor opção. Não precisa de se preocupar com o sítio onde coloca uma lâmpada no seu trabalho ou quando joga, porque os reflexos não serão um problema. Não tem de pensar dez vezes antes de abrir os cortinados e deixar entrar alguma luz. Com os ecrãs mate, a luz não é o seu inimigo.

Ao contrário dos televisores, os monitores mate são uma escolha óbvia, especialmente porque os monitores modernos continuam a adicionar cada vez mais brilho. Enquanto, ainda há cinco anos, um monitor de 300 nits era bom, hoje em dia consegue facilmente painéis de 500 a 1000 nits que atendem aos requisitos do DisplayHDR 400 e do DisplayHDR 1000. Enquanto os monitores vão ficando mais brilhantes, os materiais mate permanecem iguais e, assim, com efeito, há mais luz a brilhar através da proteção antirreflexo. Posto de forma simples, a qualidade de imagem dos monitores mate continua a melhorar. Ser-lhe-á muito difícil perceber a diferença, na maioria dos casos. 

Não tema a luz

Quer esteja a trabalhar, a jogar ou a assistir a um filme, se o fizer num monitor, ficará mais bem servido com um ecrã mate. Mantenha o ecrã brilhante na sala de estar, onde pertence. No que diz respeito aos monitores, o material mate livra-o da preocupação com o brilho e com a tensão nos olhos. Porque havia de escolher o contrário?